Por que não gostamos de reuniões

O antigo modelo de gerenciamento de empresas, onde as reuniões não ocorriam com muita frequência e o gerenciamento era focado no controle das decisões está praticamente em desuso atualmente. Hoje, o que vemos é a decisão colaborativa (alguns preferem dizer democrática), tomada em conjunto com os colaboradores da empresa. Vale ressaltar que além de tomada de decisões, as reuniões também foram aumentando seu escopo para atender o compartilhamento de informações e assim viabilizar a tomada de decisões em grupo.
No entanto, não é raro encontrar pessoas que detestem participar de reuniões. Contudo, quando por algum motivo não participarem de uma reunião que se decidiu algo importante, costumam reclamar que não foram lembrados para participar do encontro onde a tal questão importante foi discutida.
O motivo disto, em meu ponto de vista, é em geral:
- A ineficiência e a conseqüente perda de tempo
- A falta de organização e de uma pauta objetiva
- A participação de colaboradores que não tem interesse no assunto discutido
Creio que não precisamos de reuniões a todo momento. Reuniões para compartilhar informações podem muito bem ser resolvidas com trocas de emails, ou melhor ainda, por blogs e conversas informais de corredor.
Se o objetivo é discutir um assunto específico, não tem necessidade de chamar toda empresa para isso. O mais importante é focar estes encontros de discussão com os colaboradores diretamente envolvidos no assunto. Com isso evitamos que, por exemplo, a equipe de contabilidade tenha que ouvir toda uma discussão questionando o uso ou não de software livre.
Muitos de nós não temos uma agenda fixa de trabalho, mas isso não quer dizer que temos todo o tempo do mundo. Não é nada legal entrarmos em uma reunião sem termos noção do tempo de duração. O tempo de uma reunião deve ser preciso e, para isso, precisamos planejar bem a reunião estabelecendo objetivos bem claros. Isso ajuda a direcionar a reunião para as pessoas certas e evita a dispersão durante a reunião. Uma boa prática é encontrada em algumas metodologias de desenvolvimento que pregam o uso de micro reuniões, que em geral são realizadas de pé a fim de evitar que se prolongue além do necessário.
Manter o foco da reunião é o mais importante de tudo. Isso fica a cargo do condutor da reunião. Ele que deve intervir, caso algum participante esteja falando demais. Assuntos que não estão na pauta devem ser anotados para serem analisados em uma próxima reunião. Fica também ao condutor a tarefa de evitar que pessoas entediadas (com a reunião ou outro motivo qualquer) impeçam o sucesso da reunião. Estas pessoas costumam impedir bastante o processo de tomada de decisão, por mais que estejam de acordo com o tema.
Quando as reuniões são boas, elas se tornam um momento onde a criatividade se torna coletiva e engendram conhecimentos e experiências que sozinhos possivelmente não seríamos capazes de conceber.
Se você não tem como mudar isso, pode seguir estas dicas e aprender como driblar o sono em reuniões chatas ou mesmo participar delas sem sequer saber do assunto ( o famoso falar muito e não dizer nada) hehehe.












É parece que já vi essa história, ou melhor dizendo vivi elas inúmeras vezes. Certa vez o Juliano disse que no Japão as reuniões são marcadas para fecharem acordos, e que todo desenrolar da história é feito em outros momentos, sendo assim, quando se reunem é para dizer sim ou não para o que foi planejado. Achei muito interessante o processo deles.
Falow!
Parabéns pelo blog, ele tá muito bonito!
Forte abraço,
Muito bom PEdrão, muito bom mesmo! Vou compartilhar!
Abraço